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Claudio Valvassoura. Filho, pai, irmão... amigo. 30/08/2012                O dia 14 de fevereiro de 1971 foi marcante na vida de Aguiar e Lúcia Valvassoura: pela primeira vez, pegaram no colo o pequeno Claudio Lysias Valvassoura. O primogênito nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em uma época em que os recursos financeiros eram escassos tanto que o seu enxoval foi doado. Se faltava dinheiro, sobravam alegria e amor.
                O nome foi uma escolha do pai que quis homenagear um amigo: Claudio Lysias, filho do reverendo Nafitali – um pastor presbiteriano.
                O garotinho forte foi crescendo dentro da igreja como era de se esperar de um filho de pastor. Pequeno, Claudio dormia nos bancos do templo. O seu 'playgrouynd' era o pátio da igreja.
                Claudio era um garoto calado, muito esperto e amoroso. Tinha uma admiração profunda por pastores. Para ele, os pastores eram “pés-tor (sic)”. Ao mesmo tempo em que era reservado, ele tinha uma veia brincalhona.
                E o menino foi crescendo. E quando jovem sua beleza física se destacava. Sua alegria também. Gostava de ter amigos. Mas o que também chamava atenção em sua juventude era a sua resistência à dor. Era Claudio quem se machucava, mas quem chorava era seu irmão, Flávio. E sem sombra de dúvida, ele assumiu o seu papel de irmão mais velho. Chegou a quebrar um dos seus braços para defender o Flávio. Kelly cresceu e sempre foi sua protegida.
                E por falar em família, Claudio tinha uma admiração profunda pelo pai. No trato com as outras pessoas, se referia ao chefe da família, como o “véio (sic)”. Da mãe, foi sempre muito amigo. Amava profundamente suas filhas, Ana Carolina e Sarah .
                Seu carinho contagiava a todos. Sempre fazia questão de buscar a avó, dona Maria Remanowski, e a tia, Chiquinha, na Baixada Fluminense. Era uma festa buscá-las. Além de amá-las, adorava dirigir.
                Aos amigos passava confiança. Mas uma coisa todo mundo reconhece: quando tomava uma decisão, não voltava atrás. Cabeça dura? Ao contrário, era determinado em tudo o que fazia. Em sua vida realizou muitos sonhos. Cursou faculdade, recentemente terminou um MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria na FGV. Como empresário preparava-se para inaugurar um comércio no setor alimentício. Era um homem empreendedor. Tinha muitos planos para o futuro, mas os nossos planos não são os do Senhor.
                Deus deu o Claudio como um precioso presente aos seus pais e irmãos e filhas, porém, quis levá-lo de volta. As lágrimas têm banhado os nossos rostos pela saudade que deixará, mas cremos que o encontraremos na glória eterna.
                Damos graças ao Senhor por ter nos dado a oportunidade de  conviver, por 41 anos, com o nosso querido Claudio. Ele nos contagiou com  seus sorrisos espontâneos e sua sinceridade. Ele não está mais conosco, mas ainda cremos que “Deus é bom e sua misericórdia dura para sempre.”