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EDITORIAL FLEXIBILIDADE OU FIRMEZA

Flexibilidade ou Firmeza


A flexibilidade é a capacidade de curvar-se e de adaptar-se. Apresenta-se num elástico e na borracha, que amacia os impactos. Há muitos benefícios que são proporcionados pela flexibilidade, inclusive na área comportamental, como a capacidade de compreender, de tolerar, de compadecer-se. Já a firmeza é o contrário. É a rigidez e dureza do aço ou da rocha que sustenta estruturas de centenas de andares em edifícios ou a estrutura óssea do corpo humano que nos permite ficar de pé. No aspecto comportamental a firmeza é refletida na lei, na ordem e também nos limites que protegem dos perigos.
Estas duas características são diametralmente opostas. É impossível sustentá-las ao mesmo tempo. Os muitos problemas acontecem no uso indevido de cada uma delas: num momento de estabelecer firmeza aplica-se a flexibilidade da areia e a casa cai. Ou no momento de exercer flexibilidade há a dureza insensível da pedra bruta, e os ferimentos causam a morte.
Jesus de forma singular soube utilizar firmeza e flexibilidade. Olhou para a rigidez exagerada exibida pelos fariseus e mestres da Lei e reprovou a dureza de seus corações que os tornavam cegos. Mas não desprezou o cumprimento da Lei, dada aos homens os seus caminhos errados.
O Senhor aplicou a Palavra de Deus e reprovou as tentações e o pecado. Com sua firmeza nos salvou e pela cruz venceu o pecado e o diabo.
Já com a flexibilidade amou o pobre pecador. Não desprezou o miserável ladrão que se arrependeu na hora da cruz; nem a Nicodemos, um fariseu em busca da verdade; e também exerceu misericórdia com a mulher adúltera, fazendo calar os seus acusadores. Por outro lado, não cedeu às tentações com suas sutilezas, mesmo quando confortos humanos que evitariam a cruz, lhe foram propostos.Sabedoria e discernimento são a solução para o uso adequado destas características opostas. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria. A Palavra do Senhor gera em nossos corações sensatez e equilíbrio nas áreas de risco e areias movediças das tentações. Não podemos desprezá-la. Nem só de pão o homem viverá, mas de toda palavra que procede da boca de Deus. O discernimento é a capacidade de ouvir a voz do Espírito Santo em nosso viver diário distinguindo entre a verdade e o erro. É um dom que se faz necessário a cada dia. Que a oração sincera e a comunhão com o Espírito Santo nos auxiliem a usar com sabedoria a firmeza e a flexibilidade nas ocasiões adequadas.

Pastor André Ribeiro


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