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EDITORIAL A MANHÃ DA RESSURREIÇÃO

A Manhã da Ressurreição

Com a noite as sobras tornam-se mais escuras, as trevas limitam os sentidos, a percepção diminui; surgem o cansaço, o desânimo e o sono.
Quando Jesus morreu, o dia tornou-se trevas, a própria natureza curvou-se diante da dor e o sofrimento do Verbo eterno que criou todas as coisas.
Os discípulos trancados achavam-se temerosos do que lhes poderia acontecer. Jesus, seu Mestre, havia morrido.
Uma espada de angústia transpassava suas almas e corações. Que seria de suas expectativas de um futuro melhor, se trevas envolviam seus corações. A noite muitas vezes vem sobre nós, quando os problemas são maiores que nossa capacidade de resolvê-los; quando os nossos recursos são pobres e fracos diante de uma enfermidade incurável; quando a dor e o sofrimento
não cedem apesar dos medicamentos; quando parece que o inimigo venceu.
A noite vem e com ela a alma parece ficar sufocada, calada, paralisada. O sofrimento sempre suscita lágrimas.
Ainda madrugada, incomodadas pela dor e ausência do Senhor, as mulheres foram para ungir um corpo amortecido. Era um sinal da profunda gratidão por tudo aquilo que o Senhor semeara em seus corações. Mas, a manhã da ressurreição surgiu com seus raios de vida e surpresa.
O corpo não estava lá! O túmulo estava vazio. A manhã surgiu, as trevas se dissiparam. Aquela manhã trouxe a sublime força da luz e do dia. A cada nova aparição do Senhor um poder transformador tomava conta de seus corações.
O ânimo foi restaurado, a esperança reviveu.
A morte foi vencida.
A manhã da ressurreição muda para sempre os corações dos discípulos. Não somente daqueles que presenciaram o túmulo vazio. Mas, também de nós, que pela fé cremos e experimentamos a vida do Senhor.
Nós ainda aguardamos a bendita manhã do Dia eterno que surgirá com a volta do Senhor e romperá para sempre com as trevas do sofrimento e da morte.
O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.

Pr. André Ribeiro

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