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EDITORIAL MEU IRMÃO, MEU AMIGO |
Meu irmão, meu amigo
Por cerca de 40 anos convivi com Ildo Mattos. Quando o conheci, ele ainda era solteiro. Nos encontramos em um acampamento, em Americana. Na época, Ildo ainda não havia feito uma decisão definitiva por Cristo.
Casou-se com uma valorosa mulher. Tudo o que ele não sabia de fé, ela possuía desde o berço. Lembro que eles passaram um pedaço da lua de mel em nossa casa em Nilópolis, no Rio de Janeiro. Dormiam em um velho sofá de saudosas memórias. A lembrança que guardam era de uma insistente mola dura que teimava em ser companhia constante aos recém-casados.
Foram 40 anos sempre juntos em acampamentos, encontros distritais, entre outras atividades da Igreja.
Há 32 anos passei a pastoreá-lo. Era um colaborador sem igual. Por mais de 25 anos ininterruptos foi superintendente da Escola Dominical. Conduzia a ED à moda antiga. Reunia todos os alunos no fim da aula do dia, fazia o relatório de presenças e de atividades, orava pelos aniversariantes da semana e cantava uma canção: “A nossa Escola Dominical é uma escola sem igual”
Membro da Junta de Oficiais por mais de 35 anos, também presidiu o ANA por dois mandatos, dirigiu acampamentos por cerca de 20 anos , deu aula na ED.
Nos últimos anos envolveu-se com o Ministério do MIQ e, juntamente, com a Agar, cuidava do Ministério de Compaixão. A dedicação era tanta que o casal morava nos fundos da casa, local em que está sediado o Ministério de Compaixão. Enfim, foi um servo que serviu.
Ele era amigo íntimo de minha família. Lúcia o tinha no coração. Cláudio e Flávio tornaram-se seus cúmplices. Com 15 anos, os dois sabiam dirigir. O professor? Hildo. Kelly o amava profundamente tanto que em seus aniversários não era permitido cortar o bolo enquanto o tio Hildo não chegasse.
Bom homem, bom caráter, bom amigo de todos! Foi um marco na família de Agar que o acolheu.
Vindo de uma família pequena, ele era filho único, encontrou no clã dos “Pereira” seu espaço onde era respeitado. Era o conciliador da família. Deixa dois filhos, Luis Alberto e Leya Suzana, e uma neta, Lorena, menina que era sua paixão.
Fará grande falta à Igreja, aos amigos e à família.
Não terei mais meu irmão e meu amigo por perto. Durante estes 40 anos, período em que compartilhamos alegrias e choros, aprendi que Deus coloca pessoas especiais em nossos caminhos e que deixarão não apenas saudades, mas cuja lembrança estará sempre cravada em meu coração.
Deus levou meu irmão e meu amigo! “Que pena”.
Pr. Aguiar Valvassoura
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