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EDITORIAL PAI, UM HOMEM DE VALOR |
Pai, um homem de valor
Ser pai é um sublime privilégio e também uma imensa responsabilidade.
Não basta gerar filhos, é preciso educá-los e prepará-los para a vida.
Muitos homens tornam-se famosos e alcançam o apogeu do sucesso na carreira profissional, mas poucos têm êxito no recôndito do lar.
Ainda hoje, a paternidade responsável é uma das missões mais nobres, árduas e desafiadoras. O pai de verdade é um homem que faz diferença na vida dos filhos, é exemplo para eles; e antes de ensinar-lhes algo, vive o que ensina; antes de inculcar neles a verdade, a mesma está em seu coração; ele ensina o caminho aos filhos e ensina-os no caminho.
O exemplo não é apenas mais uma forma de ensinar, é a única eficaz forma de fazê-lo. Precisamos de pais que sejam modelos de honestidade para os filhos.
Vivemos hoje a grande tensão entre o urgente e o importante. Coisas urgentes batem à nossa porta a todo instante. Embora tudo à nossa volta grite aos nossos ouvidos com o apelo do urgente, nem sempre essa urgência é de fato importante. Um pai jamais pode sacrificar no altar das coisas urgentes o que verdadeiramente é importante.
O pai que faz diferença encontra tempo para os filhos. Quem ama valoriza, prioriza, encontra tempo para a pessoa amada. Os filhos são importantes. Eles merecem o melhor do nosso tempo, da nossa agenda, da nossa atenção. Se o pai está tão ocupado a ponto de não ter tempo para o filho, ele está sobrecarregado demais.
Na verdade, nenhum sucesso compensa o fracasso do relacionamento com os filhos.
A herança de Deus na vida dos pais não é dinheiro, mas os filhos, que por sua vez, precisam dos pais mais do que de coisas. Presentes jamais substituem a presença.
Quem ama disciplina. Amor sem disciplina é irresponsabilidade. Um pai, que queira fazer diferença, deve equilibrar correção e encorajamento. Deixar de corrigir os filhos é um grande perigo. Porém, a correção precisa ser dosada com o encorajamento. O rei Davi pecou contra os filhos por não contrariá-los. O sacerdote Eli foi acusado de amar mais os filhos do que a Deus, sendo conivente com o erro deles e não tendo pulso para corrigi-los.
Os filhos precisam ser encorajados pelos pais. O elogio sincero e a apreciação adequada são ferramentas importantes para a formação emocional.
Os filhos precisam sentir-se amados, protegidos e orientados. Correção sem encorajamento é castigo; encorajamento sem correção é bajulação. Ambos são nocivos para a formação do caráter.
Para fazer diferença, um pai deve cuidar da vida espiritual de suas crianças. Não basta cuidar da vida física, intelectual e emocional, é preciso também cuidar da vida espiritual. Um pai que faz diferença age como o patriarca Jó, que intercedia todas as madrugadas por seus filhos e os chamava para santificá-los.
Não basta ter filhos brilhantes, bem-sucedidos profissionalmente, precisamos ter filhos salvos, consagrados a Deus. Nossos filhos devem ser mais filhos de Deus do que nossos. Devem ser criados para realizar os sonhos de Deus, devem viver para a glória de Deus.
Pastor Hernandes Dias Lopes
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