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EDITORIAL TEMOS UMA MISSÃO! |
Temos uma missão!
A história da igreja evangélica no Brasil tem muitos capítulos memoráveis. Nem todos alegres.
Muitos ofereceram-se integralmente ao campo e gastaram-se semeando o
Reino de Deus pelos quatro cantos do país. Afirmar que a semeadura foi
feita com lágrimas e sangue não é mero romantismo.
Vários morreram para que as primeiras bíblias em língua portuguesa
fossem espalhadas, e muitos, para que as suas verdades fossem pregadas,
audaciosa e fielmente. Missionários pioneiros foram forçados a vencer
barreiras culturais gigantescas, especialmente étnicas e linguísticas;
enfrentaram preconceitos e perseguições, tudo para evangelizar uma nação
que tinha sido apenas precariamente cristianizada.
Depois de congregacionais, metodistas, presbiterianos, batistas e
luteranos no século XIX, assembleianos e outros pentecostais chegaram no
início do século XX. Quadrangulares chegaram no início da década de
cinquenta, e, quando as primeiras igrejas evangélicas nacionais estavam
em formação, os nazarenos também aportaram em solo brasileiro, há mais
de cinquenta anos atrás.
Descrever superficialmente em algumas linhas uma história digna das
páginas do Livro de Atos é algo fácil, entendê-la e valorizá-la é algo
bem mais difícil.
A igreja evangélica brasileira de nossos dias parece ter renunciado e até mesmo repudiado a sua história.
As ênfases e correspondentes estratégias dos pioneiros foram bíblicas.
Igrejas abertas nos grandes centros abriam outras igrejas em localidades
longínquas, no amplo território nacional. Igrejas não eram empresas,
não tinham cara de franquias;
mas eram refúgios para os abatidos e cansados, escolas da fé para os
desorientados e desiludidos. Ouviam a Palavra, respondiam a ela e então
arrependiam-se.De fato!
As igrejas nascentes reuniam esforços e formavam a sua liderança e o seu "caixa".
Na história da Igreja brasileira, muitos experimentaram ambiência dos
cristãos em Jerusalém, no primeiro século: “Compartilhavam tudo o que
tinham, distribuíam segundo a necessidade de cada um… continuavam a
testemunhar da ressurreição do Senhor Jesus… e a grandiosa graça estava
sobre todos eles”.
Igrejas não viviam em função de arrecadação, mas em submissão à missão integral que pesava sobre elas.
Igrejas precisam ser agências do Reino, seguras em relação à comissão,
ao mandato do Senhor, incorruptíveis em suas práticas e propósitos.
Outras eventuais propostas não podem ser acomodadas aos significados
bíblicos da palavra “ekklesia”.
Igrejas tem uma única missão: “formar discípulos de Cristo Jesus”; nós
nazarenos vamos além, e afirmamos: “formar discípulos de Cristo Jesus,
semelhantes a Cristo Jesus”. Toda e qualquer "igreja" que negligenciar
esta missão, necessariamente se desqualifica e se descredencia. Passa a
ser qualquer coisa, menos igreja.
Pastor L. Aguiar Valvassoura e pastor Ernesto Pereira Ferreira Jr.
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