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GC 22: Sustento Inabalável



VERSÍCULOS CHAVE:

“11 o pão nosso de cada dia nos dá hoje;”

Mateus 6:11 - Versão Nova Almeida Atualizada (NAA)





O PÃO NOSSO DE CADA DIA


Depois de rogarmos para que o nome de Deus seja santificado, que seu reino venha e que sua vontade seja feita, Jesus passa a ensinar-nos a rogar ao Pai por nós mesmos. Ele destaca três áreas, e hoje, comentaremos a primeira delas.

Em primeiro lugar, em relação ao presente, devemos pedir o suprimento de nossas necessidades (6.11). Devemos pedir não luxo, mas pão. Pedir não egoisticamente, mas pedir o pão nosso. Pedir pão não para o acumularmos, mas o pão de cada dia. Spurgeon diz que não pedimos o pão que pertence a outros, mas somente para o que é honestamente o nosso próprio alimento. A palavra “pão” aqui deve ser entendida como símbolo de todas as nossas necessidades físicas e materiais. Deus nos criou pelo seu poder, nos redimiu por sua graça e nos sustenta por sua providência.


Esta petição nos ensina a orar por nosso pão do dia presente. Ensina-nos a viver dia a dia, e não estar ansiosos pelo futuro distante e desconhecido. Quando Jesus ensinou a seus discípulos a orar nos termos desta petição, não cabe dúvida de que sua mente evocava a situação dos judeus no deserto, durante o êxodo, quando diariamente recebiam o maná (Êxodo 16:1-21).




Esta petição nos ensina a viver dia a dia. Proíbe a preocupação ansiosa que é tão característica da vida que não aprendeu a confiar em Deus.


Subentende-se que esta cláusula do Pai Nosso dá a Deus o lugar que lhe corresponde. Admite que de Deus é de quem recebemos o alimento necessário para manter a vida. O alimento que consumimos é um dom direto de Deus.


Esta petição nos recorda, de maneira extremamente sábia, como opera a oração. Se alguém proferisse esta oração, e depois ficasse sentado esperando que o pão lhe caísse do céu, certamente morreria de fome. A oração e o trabalho devem ir de mãos dadas, que quando oramos devemos nos pôr a trabalhar para que nossas orações se tornem realidade. É certo que a semente viva é um dom de Deus, mas também o homem deve semear e cultivar.


A generosidade de Deus e o trabalho humano devem combinar-se. Quando dizemos as palavras desta petição estamos reconhecendo duas verdades fundamentais: que sem Deus não podemos fazer nada, e que sem nosso esforço e cooperação Deus não pode fazer nada por nós.


Quando oramos “O pão nosso de cada dia nos dá hoje”, estamos reconhecendo que Deus é o nosso sustentador e provedor. É um equívoco pensar que nós mesmos atendemos nossas necessidades. Devemos confiar diariamente que Deus nos dará aquilo que Ele sabe que necessitamos.


Deve notar-se que Jesus não nos ensina a dizer "o pão meu de cada dia me dá hoje". Nossa oração deve ser: "o pão nosso de cada dia nos dá hoje."


Lembremo-nos que Jesus é o pão da vida. Ele é o pão que desceu do céu, para que todo o que dele comer não pereça. “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela do mundo é a minha carne”. João 6:48,50,51 Você já provou desse pão do céu? Ele mata nossa fome espiritual eternamente!


Deus sustentou os hebreus por 40 anos no deserto com o maná, “para te dar a entender que não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do Senhor viverá o homem”. Deuteronômio 8:3b. Precisamos compreender que vivemos pela Palavra de Deus, o que Ele disser a nosso respeito se cumprirá. Creia Nele!


Esta oração nos ensina a não sermos egoístas em nossas orações. É uma oração que nós podemos cumprir em parte, colaborando com Deus, compartilhando o que nos sobra com aqueles que não têm. Esta oração não somente roga para que nós recebamos o que nos é necessário diariamente; também roga que sejamos capazes de compartilhar com outros o que recebemos.