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Grupo de Comunhão: Último estudo do Livro de Atos, capítulos 27 e 28



“Portanto, senhores, tende bom ânimo! Pois eu confio em Deus que sucederá do modo por que me foi dito.” Atos 27:25



Paulo havia apelado a César e agora estava a caminho de Roma. Depois de dois anos preso em Cesareia, sendo julgado por Félix, Festo e Agripa, o apóstolo finalmente zarpa rumo à capital do Império, acompanhado de Lucas, Aristarco e mais 276 passageiros.


Roma era a mais esplêndida cidade da época, capital do mais poderoso Império que já havia dominado o mundo. A lei romana dava a todo cidadão o direito de defender-se, e o direito romano tornou-se um modelo para o mundo inteiro até os dias atuais. Muitas vezes Paulo deixou claro o propósito que tinha de visitar Roma.



Mesmo sendo vontade de Deus que Paulo chegasse a Roma, ele enfrentou terrível tempestade, mas Deus estava guiando-os. Os dois últimos capítulos de Atos, registrados por Lucas, são uma espécie de diário de bordo. O inverno se aproximava, e a viagem até Roma seria impossível nessa estação. Paulo, um veterano em viagens marítimas, conhecendo os riscos da navegação pelas águas do Mediterrâneo nesse período do ano, aconselha a tripulação a não continuar a viagem, mesmo sendo aquele porto um lugar pouco apropriado para passar o inverno. O centurião não deu crédito à advertência de Paulo e decidiu prosseguir a viagem até Fenice, porto da ilha de Creta, um lugar mais seguro, para então ali passarem o inverno.


Mesmo iniciando com uma sensação de sucesso, logo o mar se transformou em um monstro indomável e trouxe grandes prejuízos para todos pois não acreditaram no apóstolo. Veio um tufão e o mar se revoltou e perderam o controle do navio, ficando à deriva. Eles precisaram aliviar o navio e jogar seus bens fora para salvar a própria vida e dissipou-se toda esperança de salvamento. A morte parecia inevitável.


Paulo intervém na hora do desespero e faz um apelo para que mantivessem o bom ânimo pois um anjo de Deus havia aparecido a ele informando-lhe que, apesar da perda do navio e de toda a sua carga, nenhuma pessoa pereceria, pois o projeto de levá-lo a Roma para comparecer perante César estava de pé. Todos deviam permanecer juntos. Paulo alertou o centurião Júlio que eles não poderiam salvar-se caso os marinheiros não permanecessem no navio e apelou para que todos comessem pois faziam duas semanas que ninguém comia nada, por causa da tempestade. Paulo toma um pão, dá graças e encoraja a todos a comerem.


Quando acabam os recursos humanos, os recursos divinos ainda estão disponíveis. Foi um salvamento milagroso e a a tripulação avistou terra. Era a ilha de Malta, mas eles não conheciam o lugar, o navio encalhou num banco de areia e o navio quebrou-se e o naufrágio se revelou inevitável. Os soldados resolveram matar os prisioneiros. O centurião Júlio, porém, impediu os soldados de consumarem essa matança e ordenou a todos que sabiam nadar que saltassem primeiro no mar, e os outros deveriam usar as tábuas e destroços do barco para chegaram a praia.