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Estudo GC 11: Somos Sal do Mundo


VERSÍCULO CHAVE:

“— Vocês são o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor?

Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens.”

Mateus 5:13

Que influência poderiam exercer as pessoas descritas nas bem-aventuranças, neste mundo violento e agressivo? Que bem duradouro poderiam proporcionar o humilde e o manso, os que choram e os misericordiosos, ou aqueles que tentam fazer paz e não guerra? Não seriam simplesmente tragados pela enchente do mal? O que poderiam realizar aqueles cuja única paixão é um apetite pela justiça, e cuja única arma é a pureza de coração? Essas pessoas não seriam frágeis demais para conseguir realizar alguma coisa, especialmente se constituem uma minoria no mundo? É evidente que Jesus não participava desse ceticismo.

Agora Jesus deixa de pronunciar bênçãos e passa a comunicar responsabilidades. Jesus faz uma transição daquilo que somos para aquilo que fazemos. O cristão só é relevante quando vive totalmente diferente dos padrões do mundo.


Jesus usa duas metáforas eloquentes para descrever a influência do cristão no mundo. A primeira delas é o sal, que trata de sua influência interna. A segunda é a luz, que descreve sua influência externa. O sal influencia sem ser visto. A luz influencia sem deixar de ser vista. O sal influencia ao infiltrar-se. A luz influencia ao irradiar-se. O sal, embora não possa ser visto, é sentido. A luz, embora não possa deixar de ser vista, é reveladora.


O cristão é o sal da terra (5.13)


A mais evidente característica geral do sal é que ele é essencialmente diferente do meio em que é posto. Seu poder está precisamente nessa diferença. Como o sal da terra, o cristão possui várias funções importantíssimas, as quais passamos a descrever a seguir:


1. Em primeiro lugar, o sal é antisséptico e inibe a decomposição


Quando Jesus proferiu esse discurso, não havia refrigeração. A única maneira de preservar os alimentos da decomposição era o uso do sal. O sal impede a putrefação dos alimentos, preservando-os. Ainda hoje apreciamos a carne de sol. O sal a preserva e lhe dá sabor. A presença do cristão no mundo refreia o mal. O cristão tem um papel antisséptico no mundo. Sua influência impede que o mundo deteriore em sua galopante corrupção. Uma das tarefas do cristão é impedir que o mundo se autodestrua.


Os discípulos são chamados a serem purificadores morais em um mundo em que os padrões morais são baixos, instáveis ou mesmo inexistentes. Não somos chamados a ser o mel do mundo, mas o sal da terra. O sal precisa ser esfregado na carne e, quando isso acontece, ele arde, mas seu resultado é preservador. O cristão não é sal no saleiro, mas sal da terra. O sal precisa entrar em contato com aquilo que deve ser salgado para exercer o seu papel. O cristão não influencia o mundo isolando-se dele, mas entrando em contato com ele, sendo diferente dele, penetrando nele com sua influência sanadora.


Muitas pessoas, ao se tornarem cristãs, isolam-se das outras pessoas, trancam-se numa estufa, numa redoma de vidro e se tornam sal no saleiro. Elas não se apresentam, não se inserem, não influenciam, não salgam. Tornam-se antissociais e antiespirituais. Ninguém pode acusar a carne fresca de deteriorar-se. Ela não pode fazer nada. O ponto importante é: onde está o sal?


2. Em segundo lugar, O sal é condimento e dá sabor


Uma comida insossa (que não tem ou que tem muito pouco sal; "não aguentava mais a comida do hospital"; que não tem graça; desinteressante, tedioso, monótono.). O sal tem o papel de dar sabor aos alimentos. Torna o alimento apetitoso, agradável ao paladar. O mundo está cansado de seu próprio pecado. O pecado cansa. O pecado adoece. O pecado escraviza. A presença do cristão no mundo, refletindo nele a glória de Deus, revela às pessoas uma qualidade de vida superlativa.


É mostrar ao mundo que a vida com Deus é deleitosa e demonstra que só na presença de Deus há plenitude de alegria e delícias perpetuamente. É importante ressaltar, que se a comida sem sal é intragável, uma comida com excesso de sal também é insuportável.


O cristão não foi chamado para condenar o mundo, mas para demonstrar ao mundo o amor de Deus e chamar as pessoas do mundo ao arrependimento e à fé salvadora.


3. Em terceiro lugar, o sal provoca sede.


O sal tem a capacidade de provocar sede. Vivemos num mundo caído, onde as pessoas não têm sede pelas coisas espirituais e nem apetite pelo pão do céu. A presença do cristão no mundo deve provocar esse interesse pelas coisas de Deus.