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Estudo GC 13: Jesus é o cumprimento da Lei

VERSÍCULO CHAVE:

“— Não pensem que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, mas para cumprir. Porque em verdade lhes digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. Aquele, pois, que desrespeitar um destes mandamentos, ainda que dos menores, e ensinar os outros a fazer o mesmo, será considerado mínimo no Reino dos Céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no Reino dos Céus. Porque eu afirmo que, se a justiça de vocês não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrarão no Reino dos Céus.”

Mateus 5:17-20


Cristo e a lei (vs. 17,18)


Versículo 17

Jesus começa dizendo-lhes que não imaginem, nem por um momento, que ele veio para revogar a lei ou os profetas, isto é, todo o Velho Testamento ou qualquer parte dele. O modo como Jesus enunciou esta declaração negativa, dá a entender que alguns já pensavam exatamente isso, mas, pelo contrário, ele fala que veio cumprir toda a lei.


Os judeus usavam o termo “lei” em quatro acepções diferentes:


1) Os Dez Mandamentos

2) O Pentateuco – Os cinco primeiros livros do Velho Testamento (Gênesis a Deuteronômio)

3) A lei e os profetas

4) A lei oral ou a tradição dos anciãos.


Embora o seu ministério público tivesse começado há tão pouco tempo, os seus contemporâneos estavam profundamente perturbados com a sua suposta atitude para com o Velho Testamento.


Provavelmente a controvérsia sobre o sábado já tivesse explodido (tanto o incidente das espigas arrancadas no sábado quanto a cura do homem da mão mirrada, também no sábado). Certamente, desde o começo do seu ministério, as pessoas foram atingidas por sua autoridade. "Que vem a ser isto?" perguntavam. "Uma nova doutrina! Com autoridade ele ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem" (Marcos 1:27).


A atitude de Jesus para com o Velho Testamento não foi de destruição e descontinuidade, mas, antes, de continuidade. Ele resumiu sua posição numa simples palavra: não "abolição", não “revogação”, mas "cumprimento".


Versículo 18

Mas Jesus reafirma que toda a Lei será cumprida integralmente, a Palavra de Deus jamais passará. Mas, era natural que muitos perguntassem que relação havia entre a sua autoridade e a autoridade da lei de Moisés. Eles sabiam que os escribas se submetiam à lei, pois eram "mestres da lei". Dedicavam-se à sua interpretação e declaravam não haver qualquer outra autoridade além daquela que citavam. Mas, com Jesus, a coisa não era tão clara assim. Ele falava com autoridade própria. Gostava de usar uma fórmula jamais usada por qualquer profeta antigo ou escriba contemporâneo. Ele apresentava alguns de seus mais impressionantes pronunciamentos com "Em verdade digo" ou “Eu, porém vos digo”, falando em seu próprio nome e com sua própria autoridade. E que autoridade era esta? Será que estava se colocando como uma autoridade que se opunha à sagrada lei, à palavra de Deus? Parecia assim, para alguns.


E óbvio que a lei que Jesus quebrou, como curar em dia de sábado, não foi a lei de Deus, mas a tradição dos escribas, que distorceu e desfigurou a lei de Deus.


Jesus não removeu a lei moral. Os Dez Mandamentos foram reforçados por ele, assim como pelos profetas. Essa é uma lei que jamais pode ser quebrada. A lei moral continua de pé sobre uma base inteiramente diferente da lei cerimonial. A lei moral existia desde o princípio do mundo. Não foi escrita em tábuas de pedra, mas no coração de cada criatura de Deus. Permanecem enquanto tivermos alguma consciência do bem e do mal. Cada parte dessa lei deve permanecer em vigor sobre toda a humanidade. Não depende do tempo nem do lugar. Não muda sob nenhuma outra circunstância. Baseia-se na natureza de Deus e na natureza do homem, e no relacionamento imutável entre eles. Ela se cumprirá integralmente.


Versículo 19

Violar a lei de Deus e ensiná-la aos homens com deturpações é considerado um grave pecado, porém observá-la e ensiná-la traz grande recompensa


Versículo 20

A declaração de nosso Senhor deve, certamente, ter deixado perplexos os seus primeiros ouvintes e também nos deixa, hoje em dia. A justiça do cristão ultrapassa de longe a justiça dos fariseus, em espécie mais do que em grau. A justiça do cristão é maior do que a justiça dos fariseus porque é mais profunda, porque é uma justiça do coração. Os fariseus contentavam-se com uma obediência externa e formal, uma conformidade rígida à letra da lei. Jesus ensina-nos que as exigências de Deus são muito mais radicais do que isto. A justiça que lhe agrada é uma justiça interna, de mente e de motivação, pois "o Senhor (vê) o coração". 1 Samuel 16:7