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Estudo GC 16:A Interpretação de Jesus sobre os juramentos


VERSÍCULOS CHAVE


“— Vocês também ouviram o que foi dito aos antigos: “Não faça juramento falso, mas cumpra rigorosamente para com o Senhor o que você jurou.” Eu, porém, lhes digo: não jurem de modo nenhum; nem pelo céu, por ser o trono de Deus; nem pela terra, por ser estrado de seus pés; nem por Jerusalém, por ser a cidade do grande Rei. Não jure pela sua cabeça, porque você não pode fazer com que um só cabelo fique branco ou preto. Que a palavra de vocês seja: Sim, sim; não, não. O que passar disto vem do Maligno.”

Mateus 5:33-37

Atualmente palavra dada já não vale muito e sempre que for conveniente a gente rompe, acha alguma brecha, se justifica, mas não sai perdendo de jeito nenhum. Sim, sim! E não, não! É coisa de livro religioso. A cotação da “palavra empenhada” despencou no mercado nacional, ou virou artigo descartável, como aqueles produtos importados do Paraguai.


Agora estamos novamente diante de Jesus e suas antíteses no desenrolar do Sermão do Monte. Este trecho agora trata sobre os juramentos, o perjúrio, que é jurar falsamente. Essa questão foi apresentada por Moisés que enfatizou o perigo do juramento falso e o dever de cumprir os votos feitos ao Senhor. Vejamos alguns exemplos:


"Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão" (Ex. 20:7, o terceiro mandamento).

"Não jurareis falso pelo meu nome, pois profanaríeis o nome do vosso Deus" (Lv 19:12).

"Quando um homem fizer voto ao Senhor, . . . não violará a sua palavra'' (Nm 30:2).

"Quando fizeres algum voto ao Senhor teu Deus, não tardarás em cumpri-lo" (Dt 23:21).


Jurar falsamente usando o nome do Senhor é um pecado duplo, isto é, jurar falsamente e usar o nome de Deus em vão ou inutilmente. Afinal seu nome é santo. Mas, os fariseus alteraram isso para que, com promessas menores, não precisassem jurar pelo nome do Senhor. Em vez disso, juravam pelo templo, pela terra, pela cidade de Jerusalém e por todas as coisas sagradas.

Jesus preceitua que não devemos fazer juramentos com o intuito de esconder a verdade. A integridade nas palavras é melhor do que juramentos. A nossa palavra deve ser: sim, sim; não, não. O que passar disso vem do maligno, o pai da mentira, o diabo.


Jesus expressou o seu desprezo pelos escribas e fariseus que ensinavam erroneamente as pessoas, e os chamou de guias cegos e entre os seus “Ai de vós””, relatou a seguinte advertência a respeito deles em Mateus 23:18-22 “Ai de vós, guias cegos! que dizeis: Quem jurar pelo santuário, isso é nada; mas se alguém jurar pelo ouro do santuário, fica obrigado pelo que jurou. Insensatos e cegos! Pois, qual é maior: o ouro, ou o santuário que santifica o ouro? E dizeis: Quem jurar pelo altar, isso é nada; quem, porém, jurar pela oferta que está sobre o altar, fica obrigado pelo que jurou. Cegos! Pois, qual é maior: a oferta, ou o altar que santifica a oferta? Portanto, quem jurar pelo altar, jura por ele e por tudo o que sobre ele está. Quem jurar pelo santuário, jura por ele e por aquele que nele habita; e quem jurar pelo céu, jura pelo trono de Deus e por aquele que no trono está sentado.”


Nos dois textos os ensinamentos de Jesus são iguais e complementares. Na verdade, considerando que todo aquele que faz um voto deve cumpri-lo, então o voto exige obrigatoriedade de execução, independentemente da fórmula utilizada. Sendo assim, a verdadeira implicação da lei é que devemos cumprir as nossas promessas e sermos pessoas de palavra. Por isso, os votos se tornam desnecessários.


Mais tarde, Tiago dá a mesma orientação: “Mas, sobretudo, meus irmãos, não jureis, nem pelo céu, nem pela terra, nem façais qualquer outro juramento; mas que a vossa palavra seja sim, sim, e não, não; para que não caias em condenação” Tiago 5:12. E Jesus foi direto e claro: o que passar disso, vem do maligno, que é mentiroso e pai da mentira.


O que Jesus enfatizou em seus ensinamentos foi que os homens honestos não precisam recorrer a juramentos; não que eles devam recusar-se a prestar juramento, se tal coisa for exigida por alguma autoridade externa, mas do restante, nossa palavra deve ser firme, segura e confiável.


Perceberam que Jesus falou que o que passar disso vem do maligno e Tiago nos diz que podemos cair na condenação. Por quê?