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Grupo de Jovens da INCC leva o amor de Jesus ao Paraguai

Entre os dias 12 e 21 de julho de 2019 saímos de Campinas com uma equipe de 15 missionários, com o objetivo de servir os nossos irmãos do Paraguai. Nosso trabalho foi realizado em Luque e Antequera, considerando as comunidades ribeirinhas do Paraguai.


Foram 20 horas de viagem em uma van até nossa chegada a base que nos receberia esses dias. Ficamos hospedados na base missionária liderada pelo Pastor Edgar que juntamente com sua família (esposa e 8 filhos) nos recebeu de coração aberto e com muito carinho.

Por servir em outra nação um grande obstáculo posto diante de nós foi a língua. No Paraguai a língua oficial é o Guarani e não são todas as pessoas que falam espanhol. Mas até nisso pudemos ver o cuidado de Deus que logo nos mostrou que isso não seria um empecilho para realização do nosso trabalho. O pastor Edgar, pastor Benides e suas famílias ficaram o tempo todo a nossa disposição, nós ajudando com a tradução, possibilitando que pregássemos e conversássemos com a população local sem barreiras.


A nossa estratégia para atrair atenção das pessoas foi servir através de cortes de cabelo, oficinas de maquiagem com ministração da palavra, barbearia, teatro com fantoches, teatro para os adultos e crianças, brincadeiras e louvor. Como tínhamos a disposição um grupo multidisciplinar, não foi difícil deixar a criatividade solta para o desempenho das atividades diárias.



Logo no primeiro dia no Paraguai saimos rumo a comunidade Barranquerita. Levamos em torno de duas horas e meia de barco para chegarmos a comunidade. Chegando lá recebemos a informação de que estávamos chegando na comunidade com o maior número de cristãos. Perguntamos quantos seriam, ele nos disse que havia 5 famílias convertidas naquele local. Aquilo nos impactou muito porque o pastor falou aquilo com tanta alegria, que foi perceptível o trabalho árduo que eles vêm desenvolvendo naquela região nos últimos anos e que aquele número era uma verdadeira conquista. Foi falado que no Paraguai, principalmente nas comunidades ribeirinhas as pessoas não são constantes, aceitando tudo que é pregado a elas. São pessoas muito carentes sedentas de amor. Muitas pessoas vivem nessas comunidades e o governo nem sabe que elas existem. Algumas pessoas nascem e morrem ali sem sequer serem registradas.


Chegando na comunidade fomos de casa em casa convidado as pessoas para participar das nossas atividades. Visitamos a casa de uma senha de 78 anos chamada Ramona. Entramos para conversar e fomos impactados por ela. Ela disse que vive sozinha e enfrenta muitas dificuldades. Ramona nos contou com tristeza que seus filhos não têm a visitado já faz muito tempo e que ela se sentia muito só e sem esperança. Com muita doçura ela nos contou que já conhece a Jesus e que já foi batizada. Falamos com ela mais sobre o amor do nosso Pai e oramos por ela. No fim de nossa conversa ela nos disse que se sentia como uma criança e com esperança novamente. O amor de Deus era palpável naquela casa e era apenas o começo da viagem.


Todos os lugares que visitávamos estava repleto de crianças. Naquela região muitas mulheres são abandonadas pelos maridos e um dos motivos por haver muitas crianças é que as mulheres vão tentando engravidar de menino para que ele cuide dela quando ela envelhecer.




Outra informação impactante é que aquela região sofre muito com abuso sexual infantil, violência doméstica, uso de bebidas e drogas. Sabendo disso, buscamos em nossas atividades diárias conscientizar a população a deixar essas práticas e apresentar Jesus que traz esperança e uma nova perspectiva de vida.


Uma das experiencias mais incríveis dessa viagem foi o evangelismo em Antequera, pessoas ouviram sobre amor de Jesus e muitas o aceitaram como seu único Senhor e Salvador. O Espírito do Senhor nos guiou e direcionou a respeito do que falar e como falar. Podemos não saber ao certo o número de pessoas que aceitaram a Cristo, mas um dia na glória, saberemos disso.

Tivemos a oportunidade de visitar a casa de um homem que foi deixado por sua esposa com o seu filho para ser criado. O ambiente era de muita tristeza e solidão. Enquanto o homem era ministrado, uma das missionarias ficou com menino (de aproximadamente 12 anos), ela o abraçou e o colocou no colo. Ela nos contou que enquanto menino dormia em seu colo o Senhor a estava a usando como uma mãe que aquele menino nunca teve. Mesmo sem saber qual o sentimento materno ela pôde sentir que esse amor fluía dela e isso impactou ela e o menino.


Como aquele homem amava muito a esposa que o deixou, ele acabou se perdendo em tristeza e rejeitou o filho. Ministramos a respeito do perdão e então falamos ao pai que ele devia pedir perdão ao filho, por ter sido ausente. O homem então entendendo a importância disso, virou ao filho e pediu perdão e o filho respondeu chorando que o perdoava e o abraçou. Naquele dia houve salvação e o amor entrou naquela casa.

Pra finalizar não podemos deixar de falar do trabalho incrível da Missão Betânia tem realizado em Luque. Eles têm uma escola onde mais de 530 crianças tem estudo de qualidade, acesso a palavra de Deus e alimentação. Foram anos de entrega e renuncias para que isso fosse possível. Fomos recebidos com muito amor e fomos tratados com príncipes e princesas em toda a nossa viagem.



As pessoas naquele local não carecem apenas coisas matérias, mais sim de muito amor e esperança. Muitos vivem sem esperança de vida. Em cada abraço não era apenas eles que eram ministrados, mas nós também. Enquanto nós dávamos amor recebíamos infinitamente mais.

Foi uma viagem incrível onde fomos muito ministrados por Deus. Onde dons foram revelados, chamados confirmados e nossa fé e amor pelo próximo aumento ainda mais. Nos fazendo refletir com o que temos feito a respeito da mensagem do evangelho.


Somo privilegiados de poder levar a palavra e o amor de Deus aos Paraguaios. O que Deus fez nesses dias foi inesquecível e sobrenatural. Muitas foram as lutas que tentaram impedir que fossemos até lá, mas o Senhor sempre nos lembrou que Ele é o Deus do impossível, que é Ele quem faz e quando Ele quer nada pode impedir.

Cumprimos parte da missão que nos foi dada, mas esse não é o fim. Encorajo a você a orar pelo Paraguai. Seja obediente ao chamado e diga SIM! O restante Ele fará.


Por Aline Souza – MNI Central


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Igreja do Nazareno Central de Campinas