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Testemunho Jéssica

Me chamo Jéssica Olmedo, tenho 25 anos de idade, sou ilustradora, moro na cidade de Holambra e frequento a Igreja do Nazareno Central de Campinas há sete anos.


Surgimento da dor

Certa noite, quando eu tinha entre quatro ou cinco anos de idade, me fechei no quarto depois de voltar da igreja, me ajoelhei ao pé de cama e sinceramente entreguei meu coração para Jesus. Eu dava o meu melhor para viver o evangelho, falando de Jesus (mesmo de modo infantil) para meus amiguinhos e professores.



Na mesma época fui surpreendida com dores de cabeça terríveis. Eu tinha dores todos os dias. Qualquer movimento mais brusco intensificava a dor a ponto de me fazer vomitar. Então parei de correr, pular, dançar… e minha situação piorou a ponto de eu ter crises de dor até com pequenos movimentos, como me abaixar para amarrar o cadarço, ou espirrar, varrer a casa... Meu corpo também passou a rejeitar diversos alimentos que, quando ingeridos, me causavam uma dor tão forte que eu queria arrancar minha cabeça. Um prato de comida era capaz de me deixar de cama por meses, com dor e vômito. Cheguei numa condição em que não me restava quase nada para comer. Perdi muito peso e fiquei bem fraca.


Diagnóstico e anos de dor

Meus pais me levaram em todos os tipos de médicos e realizei diversos exames… perdi a conta de quantas tomografias e ressonâncias já fiz na vida. Também recebi orações de pastores e irmãos da igreja.


Com dez anos de idade fui diagnosticada com enxaqueca, mas nenhum tratamento trouxe melhora para mim. Não havia remédio que aliviasse a dor. Os médicos disseram que meu sistema de dor não funcionava bem, produzindo dores intensas e longas por causa de pequenos estímulos, como comer ou me movimentar. Era uma enxaqueca tão forte que uma médica nem acreditou que poderia haver dor assim. No ano de 2018 fui até mesmo estudada por profissionais de saúde no hospital da USP de Ribeirão Preto, encarando uma viagem de 3 horas pra ir, 3 horas pra voltar, para me submeter a diversos exames. As viagens eram uma tortura com dor, e apesar de eu ter sido estudada por excelente profissionais, eu sempre voltava desanimada para casa, com as piores notícias sobre minha saúde. Muitos médicos se empenharam para me ajudar, mas quantas vezes ouvi deles “nunca vi dor assim”, “não sei mais o que fazer com você”, “sua dor não tem jeito, a tendência é piorar e você desenvolver outras doenças”, “você não será capaz nem de segurar seu filho no colo, aliás, suas dores são hereditárias, seus filhos terão também”...


A enxaqueca não tem cura e é considerada a sexta doença mais incapacitante do mundo pela Organização Mundial da Saúde (OMS). E a dor que eu tinha me deixava prostrada. Mas Deus me sustentou. Como está em Salmos 94:17 “Se o Senhor não tivesse sido o meu auxílio, já a minha alma estaria habitando no lugar do silêncio”. Apesar da doença ser incapacitante, Deus me deu graça para serví-lo, fazer faculdade, ilustrar e escrever livros, fazer viagens missionárias… Foi difícil, eu confesso, mas eu não estava sozinha.


Em 2018 eu já não conseguia mais trabalhar por causa da dor e isso me chateou muito. Então, em uma oração, Deus claramente me disse “Comigo, você realizou grandes coisas até aqui. Não é agora que essa dor vai te parar. Um passo de cada vez e você não está parada. Um passo, uma pausa, um passo, outra pausa, mais um passo...”. E assim eu me concentrava em sobreviver um dia de cada vez, com diversas “pausas” por causa da dor, mas perseverando no Senhor.


A Cura

No final do ano de 2018 eu estava em jejum para viver o novo de Deus. Sempre fui amparada pela oração de minha família e amigos, mas dessa vez foi diferente. Meus amigos se uniam em propósitos de oração por minha saúde, muitos deles oravam diariamente por mim. Minha mãe constantemente dizia que minhas dores estavam no fim e que 2019 seria um ano de colheita.


Como é bom ter irmãos em Cristo para nos ajudar nesses momentos. A fé dessas pessoas acendeu uma chama em meu coração: Deus quer me curar.

Uma mentira que ouvi até de irmãos da igreja e que me paralisou por muito tempo foi “Talvez não seja da vontade de Deus te curar.”


Jesus curou todos que se chegaram até Ele ( Mt 4:23, Mt 8:16-17, At 10:38).

Veja essa passagem Marcos 1:40-42:

“Aproximou-se dele um leproso rogando-lhe, de joelhos: Se quiseres, podes purificar-me. Jesus, profundamente compadecido, estendeu a mão, tocou-o e disse-lhe: Quero, fica limpo! No mesmo instante, lhe desapareceu a lepra, e ficou limpo.” Marcos 1.40-42

O leproso não duvidava se Jesus tinha poder para curar, mas sim se era da vontade de Jesus curá-lo. Muitos cristão ainda carregam esse questionamento.

Jesus diz, em João 6:38, que Ele não veio para fazer sua própria vontade, mas sim para fazer a vontade do Pai, daquele que o enviou. Logo, se Jesus curou a todos que vieram até Ele, Cristo está claramente manifestando a vontade de Deus, que é curar a todos!


Fui para o culto da virada com fé de que 2019 seria o ano da minha cura. Quando a reunião acabou, três irmãs muito queridas, a Rose, a Mei e a pastora Andréia, vieram até mim pois sentiram de orar por minha vida naquela noite. Na oração, declaram que em 2019 eu seria curada.


Continuei com dor no início do ano, mas não me deixei abalar. Permaneci em oração e jejum, crendo que eu viveria um milagre.

Semanas antes do acampamento de jovens, eu acreditava tanto na minha cura que disse pra Deus que aquele seria o acampamento do qual eu falaria para meus filhos (quando eu os tiver, no futuro), por isso eu estava indo pro acampa com muita expectativa.

Sofri com muitas dores durante todo o acampamento. A princípio, foi uma frustração de rasgar o coração, o que me deixou desesperada para ser liberta daquele sofrimento. Eu só pensava na cura, até na oração do ofertório eu estava clamando para ser curada.


A intensidade da nossa busca deve ser do tamanho da nossa necessidade… Se você está passando por um momento muito difícil, não desanime e clame insistentemente pela intervenção do Senhor. Vemos na bíblia que muitos daqueles que alcançaram o favor de Deus, chamaram a atenção de Jesus quando não mediam esforços na sua busca: clamando, descendo de telhado, chorando, subindo em árvores…


Na última noite do acampa, no dia 04 de março de 2019, decidi parar um minuto de pedir por cura e simplesmente adorar a Deus no momento do louvor. “Eu sei que o Senhor está mudando muitas vidas aqui” eu disse para Deus “Só que a minha não mudou até agora. Mas não quero que isso me abale. Por isso vou usar esse tempo para te adorar”.



No segundo ou terceiro louvor, percebi que minha irmã, Fernanda, estava chorando. Deixei ela no seu momento com Deus até o ponto em que o choro dela começou a me preocupar e perguntei pra ela o que estava acontecendo. Hesitante, ela me disse que não aguentava mais me ver sofrer.


Lembrei me de como o pai se preocupava comigo, das vezes que a mãe chorava quando eu não conseguia sair da cama, da Júlia, minha irmãzinha, que pra me animar reunia toda frase e versículo de motivação para me dar, e agora a Fer, chorando tanto. Me senti tão culpada por causar tamanho sofrimento para minha família que não consegui ficar no culto. Peguei na mão da Fer e corremos para o banheiro, onde choramos até a pastora Andréia aparecer. Ela me disse para levantar a cabeça, entrar no culto como vitoriosa, pois havia um ambiente de cura naquele lugar. Voltei para meu assento e simplesmente pedi para o Senhor me curar, pois eu não queria mais ser esse fardo pra minha família, eu não queria que eles sofressem mais. Nesse momento a dor sumiu. Me senti como a mulher hemorrágica de Marcos 5:29 quando “ela sentiu em seu corpo que estava livre do seu sofrimento”. Sem eu falar uma palavra para minha irmã, ela também sentiu paz e alegria em seu coração. Eu fui saber mais tarde, que nesse mesmo dia, meus pais também estavam clamando por minha cura em casa e tinham certeza que eu a receberia.


Depois do culto teve uma festinha com muita comida. Minha amiga Cris não sabia do milagre que recebi, mas quando ela entrou na festa, Deus disse pra ela que aquela não era uma festa comum, e sim uma festa de libertação. Assim como quando o povo de Israel festejou sua liberdade quando saiu do Egito, uma pessoa havia sido liberta no culto, por isso tinha tanta comida na festa. E de fato comi mesmo. Sem nenhuma prova da minha cura, um exame por exemplo, eu tinha fé de que estava curada. A salsicha me causava dor em questão de minutos, mas comi cachorro quente e fiquei bem. Experimentei outros alimentos que eram proibidos pra mim, fui dormir sem dor e tal foi minha alegria quando acordei me sentindo extremamente bem.

Desde então como de tudo! E posso me movimentar a vontade! Jesus me tocou e não tenho mais dor.


Depois da Cura



No dia 24 de Agosto de 2019 voltei para o Hospital de Ribeirão Preto, pois os médicos queriam confirmar minha cura. Os resultados dos exames foram maravilhosos! Meu desempenho foi melhor do que os resultados da população em geral!!! Diagnóstico: completamente curada! Curada por Jesus! A profissional da área de saúde que me atendeu celebrou o milagre que Deus fez! Até disse que espera essa mesma bênção na vida dela.

Depois da cura, vivo milagres todos os dias. Comer um prato de comida, ou um pastel que eu tinha tanta vontade, ou tomar leite com achocolatado, ainda é emocionante pra mim. Poder correr até a sala para atender o telefone e não ter dor é como ser a grande campeã de uma maratona. Por mais que se passem os meses, não consigo me acostumar com a liberdade, já que toda vez que faço algo e me lembro que isso não me causa mais dor, a gratidão explode no meu peito e glorifico ao Senhor.

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Igreja do Nazareno Central de Campinas