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Testemunho: "O Senhor abriu-me novas portas e capacitou-me com novas habilidades para sua Obra..."


Era o ano de 2013, quando novamente eu me sentia cobrada de servir ao Senhor no teatro de evangelismo, 15 anos após a minha conversão e 8 anos após nascer minha filha caçula. Eu havia servido neste ministério com os jovens até o nascimento da filha caçula e precisava voltar! No início da minha conversão, eu havia trabalhado nessa área com os jovens da primeira denominação de que fiz parte.

Como eu trabalhava em televisão naquela época, entendi que o ministério teatral era o que mais se aproximava de minhas capacitações, dons e talentos; e contribui escrevendo roteiros e dirigindo pequenas encenações de fim de ano, páscoa e algum tema específico que o Senhor me desse. Num deles, por sinal, o Senhor me dirigiu a escrever sobre gravidez na adolescência e abriu uma porta para evangelizarmos numa instituição de meninas, num bairro aqui da cidade. Foi uma linda confirmação de que o Senhor era o Autor e Diretor daquele pequeno projeto, pois fez fluir o conteúdo e providenciou o público certo, casando sobrenaturalmente as coisas.

Gestante de 7 a 8 meses da filha caçula, e com uma barriga bem grande, montei os últimos cenários antes do nascimento dela, dentro da pequena igreja local que eu frequentava, e interrompi o serviço após o nascimento dela, presente que o Senhor me deu nos meus 38 anos, 14 anos depois da primeira, e após várias campanhas para ter coragem de ser mãe novamente antes dos 40, plano adiado por 14 anos. Deus é tão maravilhoso que me deu a nova boneca e curar uma dor que eu tinha de ter curtido pouco a primeira infância da mais velha, devido ao trabalho agitado que eu tinha na época.

Nos 7 anos seguintes, foquei em ganhar minha própria casa para o Senhor e tocar um pequeno negócio próprio. Confesso que o marido sem interesse pelo Evangelho e o afastamento da filha mais velha a quem eu havia levado com muita luta para o Senhor, me eram e são fardos pesados de lidar. Isso somado às outras demandas da vida, serviram de desculpas para adiar meu retorno ao Serviço. É como diz a própria Palavra; nesse tempo eu cuidava do meu esposo, me dedicava em dirigir as coisas da casa e a conciliar um novo negócio próprio à maternidade, coisas do mundo.

Deus ajudou muito nesse tempo, colocando uma irmã cristã (hoje também da nossa INCC), Geralda Pas, como babá da minha caçula nos primeiros aninhos dela. Ela cuidava de doutriná-la desde cedo e nos cuidados, uma bênção! Foi um tempo de colheitas muito rico! Eu havia perdido um emprego de 12 anos quando vim para o Evangelho e parecia que meu deserto estava por acabar naqueles anos! Troquei de carro, fomos morar num amplo apartamento, viajamos para o exterior realizando um antigo sonho da mocidade. Exceto pela salvação do esposo e da filha mais velha.


Eu vivi um mover de Deus muito favorável aos sonhos do meu coração!

Precisei mudar de denominação para atender melhor à filha pequena. Ela precisava desenvolver-se no Evangelho e busquei uma igreja com escolinha preparada para ela. Passamos 8 anos num local em que ela ia comigo, me deixando muito feliz!


Foi quando comecei a sentir-me cobrada a voltar à Obra. A voz autorizada do Espírito Santo falava forte ao coração e eu não podia mais adiar.

Lembrava-me de projetos anteriores e do Senhor falar com a igreja e em especial com jovens em pequenas encenações anteriores. Bastaria eu me dispor novamente, eu sabia! Também sabia que precisava ser através das artes, porque o Senhor já me havia dirigido por esse caminho, anos antes e eu me lembrava sempre: "Os dons de Deus são irrevogáveis"!

Minha filha já tinha 7 anos e eu precisava voltar rápido se não quisesse ser desobediente ao Pai!

Quem já sentiu o Espírito Santo lhe cobrando de algo, sabe como a sua voz é revestida de autoridade indizível!

A conversão do esposo e a volta da filha mais velha para o evangelho, eram cobranças que eu tinha em mente antes de voltar a servir, mas percebi que isso não estava no meu controle. Essa promessa um dia se cumprirá pelas mãos do Senhor, não pelo meu acompanhamento mais de perto - "Eu e minha casa serviremos a Deus". Já me sentia atrasada em obedecer ao IDE de Jesus: "Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura".

Eu já havia semeado entre os meus e feito incontáveis campanhas pela salvação deles por 15 anos consecutivos. Tinha batizado a filha mais velha e caminhado com ela por 5 anos na igreja. Tinha recebido o SIM do marido à Jesus durante uma doença grave nele, mas não seguiu ao seu apostolado. A filha caçula já estava em Cristo comigo e, alguém concluiria a Obra entre os meus. Eu precisava "correr a carreira" me engajando às missões. Ardia no meu coração: "A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos". Fui em frente!

Como me sentia enferrujada e deficiente na linguagem teatral, pedi ao Senhor que me ajudasse com algum curso na área. A linguagem de produção da TV era um pouco diferente e eu precisava dominar melhor as artes cênicas para voltar a trabalhar com jovens como pretendia. Porém, eu dependia financeiramente do esposo, e ele não aprovaria um curso de teatro; acharia "nada a ver".

Foi quando o Senhor me lembrou de 2 instituições que ministravam esse curso gratuitamente, um deles próximo da minha casa. Com poucas chances na lista de espera, quase desisti. As vagas oficiais já estavam preenchidas e os que estavam na minha frente na lista, já eram suficientes para preencherem uma sala inteira. Mas, apenas alguns dias após eu entrar na lista, a professora de teatro me ligou e confirmou minha inscrição! Às vezes, Deus quer que demos apenas um passo de decisão! Foi o que fiz.

Iniciei o primeiro módulo sob a estranheza do marido e da filha mais velha. Para a caçula, criança, era tudo festa! Meu esposo achava aquilo inútil, perda de tempo. Enfim, descrédito e desinteresse nos meus talentos (...rsrs). Aquele ar de deboche em casa me constrangia, mas queimava no meu coração o meu Chamado! Eu não confiava nos talentos também, e queria saber no que daria aquilo tudo! Fiquei curiosa mesmo.

Levava a caçula comigo nas aulas. Ela assistia e gravava nossos exercícios e encenações, se divertindo. Entre os colegas, me apresentava como evangelista, sem pretensões a carreira artística como os demais, reforçando meu propósito: Tornar as apresentações evangelísticas mais profissionais, atraentes e persuasivas.


Cursei o primeiro módulo e finalizei debaixo de um figurino de profeta homem (...rsrsrs) que me escondeu por inteiro!! Morria de vergonha e do olhar crítico da família, mas a farta cabeleira e barba brancas me ajudaram na camuflagem. Avancei para o segundo módulo e, quando mudei de grupo, acabei conhecendo 2 novas colegas que também eram evangélicas, uma da da Assembleia de Deus e a outra se chamava Joia! Essa mesma, a do Cena Viva! "Jesuscidência?"


Ela fazia um de seus aperfeiçoamentos por lá e nos encontramos buscando pelo mesmo propósito! Embora eu não a conhecesse, nem ao Cena Viva, acabamos nos unindo num trabalho de conclusão sobre o livro O Peregrino, livro de John Bunyan, sob as objeções e protestos de colegas que não queriam veia religiosa nas peças. Mesmo assim, pudemos usar nossa formatura para evangelizarmos aos atores e famílias da plateia, persistindo no nosso roteiro evangelístico. Oramos, repreendemos e seguimos em frente!

Percebi a minha mesma prioridade em semear a Palavra na Joia e segui com ela para a Nazareno no início de 2015, de mãos dadas com o Cena Viva e teatro novamente. Percebi o compromisso missionário da denominação e entendi que teria bons anos no Serviço da Obra aqui. Fui surpreendida com a grandiosidade dos musicais de Páscoa e Natal, uma honra participar e uma novidade atuar, sendo que sempre estive atrás dos bastidores!


O Senhor havia me conectado às oportunidades só porque eu me dispus a fazer o que Ele me pedia! Me deu o aperfeiçoamento e me conduziu para um trabalho maior e melhor, aprimorando meu trabalho Nele e para Ele! Surgiam novos e deliciosos desafios para crescer.

Passados os 2 primeiros anos na INCC, tive a alegria de batizar a caçula, levar meu esposo, filhas e genro em algumas apresentações. Receberam as sementes tal qual a plateia do SESI onde fizemos O Peregrino.


A alegria é uma das virtudes do Espírito em nós e ela precisa estar presente em nós. Eu já estava ficando amargurada em esperar pela salvação da família. Encontrei-a no Serviço da Obra, no chamado do teatro inicialmente e na nova Família que ganhei em Cristo, a somar com a minha ainda resistente à Palavra!

Ao servir aqui na INCC, não só voltei ao meu primeiro chamado, mas adquiri novos conhecimentos acerca das produções teatrais, fiz novas amizades cristãs e revi colegas queridos da TV de quem eu tinha saudades, como o Fernando Donisete, a Lívia Lucas, o Oswaldo Luis, uma alegria pra mim. O círculo de amigos cristãos aumentou e as comunhões e ensaios do teatro encheram o salão de festas e quadra do meu prédio, um colorido em meus dias.


Meu esposo passou a respeitar mais meu compromisso com a Obra desde então, e até elogiou a qualidade dos musicais e meus papéis. Quem diria! Agradeço a Deus por fazer parte desta igreja missionária e dos trabalhos do Cena Viva, Cerimonial, Batismo, GCs, intercessões e outros de que somei ao Serviço inicial do teatro.

Aqui, desfruto das amizades que sonhava e minha espera pela salvação da família ficou mais leve. Me alegro com os milagres do Senhor nas vidas, com os ensaios, encenações, serviços no bastidores dos cultos, artes para post que faço vez e outra e, em especial com o Batismo nas águas; vendo cumprir-se o IDE de Jesus em tantas vidas, bem debaixo dos meus olhos! Muito enriquecedor!

O nosso Deus maravilhoso fez crescer minha família em Cristo, e derramou um bálsamo sobre o sentimento de solidão na fé que eu tinha entre os meus. Abriu-me novas portas e capacitou-me com novas habilidades para sua Obra. Estou muito feliz com isso!

Agradeço aos ministérios de que faço parte, aos colegas, amigos e em especial às suas lideranças da Joia Galharde, Liliane Menezes, Pra Patrícia Cury, Cléo Avelino, Melissa Silva e à equipe de pastores com quem me aperfeiçoo na Palavra e compartilho intercessões.

Em especial no meio desta pandemia, ao servir na Igreja, me senti mais fortalecida a enfrentar o novo normal e questões pessoais, de mãos dadas com o Nosso Deus! Tenho certeza de que "recebi muito mais do que pedi ao Senhor ou sonhei", ao tomar minha decisão de voltar a servir escolhendo para isso essa congregação tão bela!


Eu sou Tarciza Dalcol, 54 anos, assessora de comunicação e marketing, empresária de seguros. Faço parte da INCC desde 2015 e convido a todo irmão que sentir em seu coração o mesmo chamado de servir na Obra; que venha envolver-se nos múltiplos ministérios daqui, confiando no primeiro passo! E que persista servindo, mesmo diante de obstáculos externos ou internos, priorizando o IDE do Senhor Jesus porque o mais, Ele fará! Seja um vaso nas mãos do Oleiro e Ele lhe dará a sua melhor versão de seus dias aqui na Terra!

A Ele toda Glória, todo Louvor, para sempre! Amém!

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