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Testemunho: "... Uma sensação de felicidade me tomou e uma paz que ultrapassa meu entendimento."

Semear em tempo e fora de tempo!


Eu sou Tarciza Dalcol, do Cena Viva e Cerimonial da INCC, intercessora. Contarei a história de vida e conversão da Alzenir Binati, mulher de 54 anos, auxiliar e técnica de enfermagem, hoje também intercessora e evangelista fervorosa, que conheci e comecei a evangelizar em 2010, pela Graça do Senhor Jesus Cristo! A conversão da Alzenir é uma alegria radiante em minha vida e aqueceu meu coração a continuar animosamente a pregar a Palavra aos perdidos!



Como conheci a Alzernir


Conheci a Alzenir em 2010, como massoterapeuta e técnica de enfermagem numa clínica de estética onde ela permaneceu até aposentar-se. Sempre orava e oro ainda, pela salvação das vidas daquele lugar onde cuidam de mim, desejando retribuir ao Senhor o carinho da porta que me abriu ali.


Em casa, oro ainda nome por nome das funcionárias e da proprietária; na clínica, aproveitava o tempo dos tratamentos para semear a Salvação do Senhor e Alzenir, pelo contato frequente que tivemos, foi um dos principais alvos dessa semeadura, pela Graça de Jesus!


Nos nossos encontros semanais naquele lugar, nos conhecíamos melhor e eu me apercebi de grandes livramentos na vida daquela mulher forte e ansiosa por justiça!


O tempo de Deus é perfeito e vou contar um pouco aqui, de como foi a jornada dessa mulher até a sua conversão, anos mais tarde, através das mãos de outros irmãos.


Sobre a história da Infância e juventude de Alzenir: "... Foram tempos muito difíceis!"


Terceira de 7 irmãos, o pai dela, Ermelindo Binati, desejava mais um filho homem para ajudar nos serviços pesados da roça e ela já chegou decepcionando! A menina miudinha e magra trabalhava na roça desde os 5 ou 6 anos. Trabalhava com os irmãos e o pai nas lavouras de milho, soja, algodão, tomate e café.

Plantava, colhia, passava veneno, trançava madeira, buscava água na mina, lavava roupa e cozinhava para a família e a mãe doente; não estudou até a família vir para Campinas. Suas perspectivas eram realmente bem estreitas! Uma vida dura e sem mimos!

Aos 11 ou 12 anos, já em Campinas, trabalhou como doméstica numa casa de família. Seu salário complementava a pouca renda familiar. Sua infância foi sem brinquedos, mimos... Nessa fase, começou a ir à escola e conheceu sua paixão, um adolescente que marcaria toda a sua vida, José Bonifácio Ferreira.


Foi trabalhar numa granja aos 15 a 16 anos e, posteriormente, numa gráfica onde foi registrada com benefícios CLT finalmente. Nessa época, engravidou daquele colega de adolescência e descobriu depois de 3 meses. O pai a rejeitou e agrediu quando soube. O pai da criança, também não assumiu. Seguiu a vida.


Ainda grávida, tentou morar escondida na casa de uma vizinha, longe do pai. Mas, precisou voltar por causa da mãe e terminou a gravidez na casa dos pais.

Foto: Mae de Alzenir com sua netinha e Alzenir com sua filha já adulta.


Aos três meses da filha e ainda empregada na gráfica, colocou-a numa creche para voltar a trabalhar, sustentar-se e pagar ao pai as despesas de água, luz e alimento.

Aos 3 anos da filha, não suportando mais a convivência com o pai, saiu de casa pela segunda vez; dessa para morar no assentamento da Vila União que havia se formado.

Sua casa era um barraco rudimentar de lona e caibro. A filha era cuidada pela sua mãe na casa dos pais e ia para creche pela manhã.


Deus deu muitos livramentos à Alzenir nessa época, onde corria risco de ser molestada, especialmente quando ia tomar banho no rio ou numa mina perto da Rodovia dos Bandeirantes, sua fonte de água limpa, levada para o barraco de madrugada. Foram tempos muito difíceis!



As portas começaram a se abrir!

"Piedoso é o nosso Deus e justo; o Senhor tem misericórdia". Sl 116:5