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As Bem-Aventuranças e os Pobres de Espírito


Estudos 1: "Bem-aventurado os pobres de espírito porque deles é o reino dos céus..." Mateus 5:3


O texto encontrado no Livro de Mateus revela o segredo da felicidade no maior sermão da História pregado pelos próprio Jesus. Como já foi dito na Palavra , sabemos que no mundo teremos muitas aflições ,mas acredite, o grande projeto de Deus para nós é que sejamos realmente felizes.

Porém a Felicidade bíblica cristã é muito diferente dos valores que vemos e ouvimos por aí, são inúmeras as filosofias e pensamentos que tentam desenhar um conceito de Felicidade. Mas para nós, que cremos nas Escrituras, a definição de alegria e contentamento encontra-se na intimidade com o próprio Deus. Tal relacionamento nos tornarmos semelhantes ao seu filho Jesus, e essa semelhança se converte em alegria.



Definitivamente Jesus nos ensina que a Felicidade está ligada com o que nós SOMOS, muito longe daquilo que nós TEMOS , não está ligada a tipo de conquistas materiais mas as conquistas da alma, a alegria está centrada em coisas internas… as pessoas mais felizes na terra não são aos que possuem mais bens mas as que desfrutam dos atributos de Deus,

uma riqueza insondável que temos no próprio Deus.




Algo interessante que aprendi, é que a bem-aventurança, a Bênção, a Felicidade é uma realidade para o presente, não está ligada apenas ao futuro e à eternidade, mas devemos aproximar dessa alegria a caminho do céu. Gostei disso!! Muito bem...mas o que é de fato ser pobre de espírito?



É muito interessante quando lemos as escrituras e percebemos que muitos termos usados em época antigas já não possuem mais o mesmo significado nos dias de hoje. É o caso da expressão ser pobre de espírito. Hoje em dia usamos muito essa expressão para “qualificar” uma pessoa vazia, alguém fútil que corre atrás do vento, e que tem uma vida espiritualmente morta, é pobre em amor, fé, esperança ...

Muitos filósofos e pensadores contemporâneos expressam essa mesma ideia: “A maior pobreza de um ser humano é a falta de riqueza no espírito.” Ou então... “A necessidade de ostentação é a mais clara demonstração de pobreza de espírito!” Claro que, quando Jesus disse: abençoado são as pessoas pobres de espírito, Ele estava pensando em outra significado.

Isso mesmo, ser pobre de espírito segundo o Evangelho é a base de todas as outras virtudes descritas no sermão, é o primeiro degrau de uma grande escadaria. Se primeiramente não formos pobres de espírito não alcançaremos as demais bem-aventuranças.


Trata-se de uma pessoa que reconhece total dependência de Deus, que se esvazia de si mesma, sabe na sua pequenez, e que chora diante da dor e da tristeza que o pecado causa no homem e no mundo.


É chorar diante de uma cena catastrófica como a que vimos nesta semana, de um policial, que deveria guardar a segurança e integridade do cidadão mas não o faz. É saber que o que causou a morte de George Floyd é a desgraça (falta da divina graça ) humana, quanta desgraça, tristeza e dor. Ser pobre de espírito é compreender que nós homens, pecamos e carecemos da glória de Deus.

É reconhecer que nada somos, tal como um grão de areia no oceano, uma pequena estrela no universo. Existe o caminho para a felicidade que é o encontro com a graça redentora de Deus capaz de transformar completamente o coração do homem. Uma vez entendendo o que de fato é ser pobre de espírito, surge a seguinte questão: por que devemos ser pobres de espírito?


Bem-aventurado os pobres de espírito, em outras palavras, feliz é o homem que chega diante de Deus desprovido de tudo! Sem mérito, sem nada a exigir de Deus…

Ser Bem-aventurado ao se tornar pobres de espírito, é ser como o publicano na parábola de Lucas 18:9-13



“Propôs também a seguinte parábola a alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam aos mortos: Subiram dois homens ao templo para orar: um fariseu, e outro publicano. O fariseu, posto em pé, orava dentro de si desta forma: Ó Deus, graças te dou que não sou como os demais homens, que são ladrões, injustos, adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.

O publicano, porém, estando a alguma distância, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim pecador.”