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Estudo GC 15:A Interpretação de Jesus sobre o adultério

VERSÍCULOS CHAVE


“— Vocês ouviram o que foi dito: “Não cometa adultério.” Eu, porém, lhes digo: todo o que olhar para uma mulher com intenção impura, já cometeu adultério com ela no seu coração. — Se o seu olho direito leva você a tropeçar, arranque-o e jogue-o fora. Pois é preferível você perder uma parte do seu corpo do que ter o corpo inteiro lançado no inferno. E, se a sua mão direita leva você a tropeçar, corte-a e jogue-a fora. Pois é preferível você perder uma parte do seu corpo do que o corpo inteiro ir para o inferno.

— Também foi dito: “Aquele que repudiar a sua mulher deve dar-lhe uma carta de divórcio.” Eu, porém, lhes digo: quem repudiar a sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a se tornar adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério.”

Mateus 5:27-32


v.27-28 – Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela.


Jesus volta sua atenção para o sétimo mandamento. Os rabinos limitavam o adultério apenas à infidelidade sexual. Jesus, porém, amplia o significado desse pecado para o olhar lascivo e o coração impuro. Embora os homens não possam julgar o olhar adúltero e o coração impuro, Deus, que sonda os corações, condena a intenção como se pecado consumado fosse. Não basta ir para a cama do adultério para quebrar o sétimo mandamento; basta ter a intenção de arrastar para a cama a pessoa ilicitamente desejada.


Na verdade, o desejo e a prática não são idênticos, mas, em termos espirituais, equivalentes. O “olhar” que Jesus menciona não é apenas casual e de relance; antes, é um olhar fixo e demorado, com propósitos lascivos. Portanto, o homem descrito por Jesus olha para a mulher com o propósito de alimentar seus apetites sexuais interiores, como um substituto para o ato sexual em si. Não é uma situação acidental, mas um ato planejado.


O homem vive numa luta constante entre o espírito e a carne. O velho homem está sempre querendo erguer sua fronte para arrastar ao pecado. Platão compara a alma a um carro guiado por dois cavalos. Um dos cavalos, manso e dócil, obedece às rédeas e à voz do condutor. O outro, selvagem, ainda não domesticado, procura a todo tempo rebelar-se. O nome do primeiro cavalo é “razão”; o nome do segundo é “paixão”. A vida é sempre um conflito entre as exigências da paixão e o controle da razão. Para os cristãos, entre o espiritual e o carnal.


v.29 – Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno. v.30 E, se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não vá todo o teu corpo para o inferno.


Como lidar com os pecados da impureza? Jesus adota um tratamento radical, e não gradual. E claro que ele não defende a amputação física do olho direito e da mão direita, mas a amputação moral. Jesus não está ordenando a mutilação do corpo, mas o controle do corpo para não se render ao pecado. Não se faz concessão ao pecado.


Nessa mesma linha de pensamento, podemos dizer que “Jesus não está ensinando uma doutrina masoquista de automutilação com objetivos espirituais, tampouco está sugerindo que o caminho para resolver o problema dos maus desejos é fazer uma cirurgia física radical”.


A vitória nessa área não é resistir, mas fugir! Aquele que está sendo tentado nessa área sexual deve deixar de olhar. Com certeza, : “Um problema radical exige uma solução radical”.


Vejamos duas histórias:



  1. José em Gênesis 39:6-20

José estava vivendo no Egito, agora na casa de Potifar, oficial de Faraó. A Bíblia diz que José era formoso de porte e de aparência, isto é, era bonitão mesmo!

A mulher de Potifar, tentava seduzí-lo diariamente e a Bíblia relata o que ela dizia: “Deita-te comigo” (v.7). Aqui, uma mulher seduzindo um homem. José recusou de imediato, mesmo com a insistência diária “Falando ela a José todos os dias, e não lhe dando ele ouvidos” (verso 10).


Qual foi a resposta de JOSÉ? Eis o segredo dele para resistir tamanha tentação.


“Cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus?” (v.9)


Isso revela que o compromisso dele era, em primeiro lugar, com Deus, depois com ele mesmo, e finalmente com Potifar. Se alterarmos a ordem desse compromisso, José poderia ter caído na tentação.